Um novo aplicativo brasileiro está chamando atenção por oferecer um recurso de segurança essencial para mulheres.
O Plinq, criado após a comoção em torno do assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, utiliza inteligência artificial para consultar antecedentes criminais e processos judiciais de potenciais parceiros — uma ferramenta pensada especialmente para mulheres que desejam evitar riscos no processo de conhecer alguém.
Como funciona a ferramenta que promete mais segurança nos relacionamentos
O projeto surgiu da percepção de que muitas mulheres ainda enfrentam barreiras ao denunciar situações de violência e, pior, muitas vezes sequer sabem com quem estão se relacionando. A criadora do Plinq, com mais de uma década de experiência em tecnologia e dados, decidiu desenvolver uma solução que fosse simples, acessível e discreta.
O funcionamento é direto: a usuária acessa o site, insere nome completo, telefone e data de nascimento do homem pesquisado e, em poucos minutos, recebe via WhatsApp um relatório detalhado. Entre as informações disponibilizadas estão: Registros de antecedentes criminais; processos judiciais vinculados ao nome pesquisado; uma avaliação de risco, dividida em três níveis:
- Red Flag: risco elevado
- Yellow Flag: alerta
- Green Flag: sem registros relevantes
Um tradutor jurídico, que simplifica termos e explica o significado de cada processo
O Plinq também garante sigilo total das buscas: homens consultados não recebem nenhum tipo de notificação e os dados das usuárias ficam protegidos.
Mesmo recente, o aplicativo já demonstra impacto significativo. São mais de 28 mil usuárias, 30 mil consultas realizadas e cerca de 200 casos em que a plataforma evitou situações de risco — como o de uma usuária que cancelou uma carona após descobrir condenação por homicídio do motorista.
Atualmente, o serviço é pago (R$ 27 por consulta ou R$ 97 para uso ilimitado), mas há negociações para que, no futuro, o acesso possa ser gratuito por meio de parcerias com órgãos públicos.




