A saída precoce de Dro Fernández, uma das maiores promessas recentes das categorias de base do Barcelona, já provoca repercussão dentro e fora do clube catalão. Utilizado por Hansi Flick durante a pré-temporada e integrado ao elenco principal no início da temporada 2025/26, o jovem chegou a atuar como titular em partidas da Champions League e de LaLiga, mas optou por encerrar sua trajetória no Camp Nou.
Segundo informações apuradas na Espanha, a decisão foi tomada em conjunto com seu empresário e comunicada oficialmente ao clube em janeiro. O movimento gerou forte insatisfação interna. Como resposta, a diretoria do Barcelona determinou o afastamento do atleta não apenas dos treinos da equipe principal, mas também de qualquer atividade nas categorias de base.
Hansi Flick não escondeu a frustração com a escolha do jogador. Em entrevista recente, o treinador destacou o potencial do jovem e lamentou a priorização de fatores financeiros. “Ele tem apenas 18 anos, teve oportunidade na equipe principal e representa o futuro do clube. Meu conselho foi que dinheiro não é o mais importante. O que conta é jogar e evoluir. Estou decepcionado”, afirmou o técnico.
Multa e destino encaminhado
Apesar de ter contrato válido até junho de 2027, Dro Fernández e seu estafe informaram que irão pagar a multa rescisória de 6 milhões de euros (cerca de R$ 37,7 milhões) para antecipar a saída. O Paris Saint-Germain surge como principal destino do jogador. De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, o clube francês ofereceu um vínculo até junho de 2030, proposta que agradou aos representantes do atleta.
A possível ida ao PSG reacende comparações com outros casos emblemáticos de saídas do Barcelona rumo ao clube parisiense, sendo o mais famoso deles o de Neymar.
Neymar relembra saída do Barcelona
Recentemente, Neymar voltou a comentar os bastidores de sua transferência para o PSG em 2017. Em entrevista ao programa “Cara a Cara”, apresentado por Romário, o atacante revelou que sua decisão não teve como motivação principal a busca pelo prêmio de melhor jogador do mundo, como se especulava na época.
“Eu não saí pensando em ser o melhor do mundo. O Messi até me disse: ‘Você quer ir embora por isso? Eu vou te fazer o melhor do mundo’. Mas não era isso. Foram questões pessoais”, contou.
O brasileiro explicou que fatores financeiros e a possibilidade de atuar ao lado de compatriotas pesaram na escolha. “Financeiramente era muito melhor. E eu queria jogar com meus amigos brasileiros: Thiago Silva, Marquinhos, Lucas Moura… Eu sentia falta disso no Barcelona”, relatou.
Caminho parecido?
Assim como aconteceu com Neymar, a possível transferência de Dro Fernández para o PSG envolve cifras relevantes e uma mudança estratégica de carreira ainda em fase inicial. No caso do jovem espanhol,a aposta do clube francês é repetir a política de investir em talentos promissores para reforçar seu projeto esportivo de longo prazo. Enquanto isso, o Barcelona vê escapar mais uma joia formada em La Masia.





