A recente escalada de tensões envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela ganhou um novo e decisivo capítulo no cenário internacional.
Após ordenar a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o governo norte-americano avançou em outra frente sensível: a saída formal da Organização Mundial da Saúde (OMS).
EUA deixam a OMS e inauguram nova fase de incertezas globais
A retirada dos Estados Unidos da OMS entrou em vigor nesta quinta-feira (22), resultado de uma ordem executiva assinada por Donald Trump logo no início de seu segundo mandato, em janeiro de 2024.
A medida retomou um processo iniciado ainda em 2020, durante a pandemia de Covid-19, e posteriormente revertido pelo governo Joe Biden. Desta vez, no entanto, a decisão foi levada adiante, mesmo diante de críticas internas e externas.
No comunicado oficial, o governo americano justificou a saída apontando falhas da OMS na condução da pandemia, alegando má gestão de crises sanitárias e falta de independência política frente a países-membros.
A Casa Branca também afirmou que a organização teria favorecido a China no início da crise da Covid-19, argumento que sustenta a postura adotada por Trump desde seu primeiro mandato.
A ruptura encerra uma parceria histórica iniciada em 1948 e provoca impactos imediatos. Os Estados Unidos eram o maior financiador individual da OMS, responsáveis por cerca de 18% do orçamento total da entidade e por grande parte dos programas de combate ao HIV, à poliomielite, à malária e à tuberculose.
Com a interrupção dos repasses, projetos de vigilância epidemiológica, vacinação e resposta rápida a surtos já enfrentam incertezas.
Apesar de afirmar que continuará atuando na saúde global por meio de acordos bilaterais e agências nacionais, como o CDC, a saída da OMS sinaliza uma mudança profunda na estratégia internacional dos EUA.





