O Banco Central (BC), em conjunto com o Conselho Monetário Nacional (CMN), aprovou nesta sexta-feira (28) uma nova norma que proíbe instituições financeiras sem autorização para operar como banco de usarem termos como “banco” ou “bank” em seus nomes, marcas ou domínios, medida que atinge diretamente a fintech Nubank.
A mudança vale de forma imediata. As empresas afetadas terão até 120 dias para apresentar um plano de adequação e até um ano para concluir a adaptação completa.
Por que o nome “banco” foi proibido para fintechs
Segundo o BC, o objetivo da regra é evitar que consumidores confundam fintechs sem licença bancária com bancos tradicionais, o que pode gerar expectativas equivocadas sobre garantias, serviços e regulação. A norma abrange o nome empresarial, marca, nome fantasia, domínio na internet ou qualquer forma de comunicação pública.
A medida surgiu após uma consulta pública iniciada em fevereiro, diante do rápido crescimento das fintechs no país e da preocupação com a clareza regulatória sobre o tipo de instituição que presta os serviços.
O que muda para quem usa o Nubank
Atualmente, o Nubank possui autorizações para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores, mas não como banco tradicional. Por isso, a empresa está entre aquelas obrigadas a reavaliar sua marca.
Em nota oficial, o Nubank afirmou que está analisando a nova determinação do BC e reforçou seu compromisso de cumprir a regulamentação. A fintech destacou também que a regra incide apenas sobre o nome, não sobre seus serviços, que continuam válidos.
O que muda na prática, e o que permanece
- Nome e marca: Nubank (e outras fintechs afetadas) devem substituir ou adaptar seu nome fantasia, domínio e comunicação pública.
- Serviços financeiros: A mudança de nome não altera a autorização para oferecer contas, cartões, empréstimos ou pagamentos, desde que a licença da fintech se mantenha válida.
- Prazo de adaptação: Há até 12 meses para adequar todas as mudanças, de forma a evitar prejuízo operacional ou legal.
Impacto no mercado e no consumidor
A norma deve atingir entre 15 e 20 fintechs, segundo estimativas do BC. O principal impacto imediato será sobre a comunicação institucional, marketing, domínio na internet e reconhecimento da marca, o público consumidor deverá passar a ver nomes diferentes daqueles com “bank” ou variações similares, numa tentativa de evitar confusão sobre o tipo de serviço que está sendo oferecido.
Especialistas apontam que a iniciativa busca aumentar a transparência e segurança no sistema financeiro, evitando que empresas que não seguem a regulação bancária tradicional sejam confundidas com bancos, com exigências e responsabilidades diferentes.
E agora? O que esperar nos próximos meses
Com a norma em vigor, fintechs como o Nubank precisam decidir entre:
- mudar de nome e continuar oferecendo serviços como instituição de pagamento ou crédito; ou
- buscar habilitação como banco tradicional, o que envolve requisitos regulatórios mais exigentes.
Para os clientes, por enquanto, nada muda além da marca. Contas, cartões e serviços devem continuar funcionando normalmente.





