Em 23 de janeiro de 2025, o Tribunal do Rio de Janeiro decretou a falência do Hotel LSH Barra, localizado na Barra da Tijuca. O hotel, anteriormente associado à marca Trump, não conseguiu a aprovação de seu plano de recuperação judicial.
Esta decisão marcou o fim de uma longa disputa que durou mais de dois mil dias, após os credores trabalhistas rejeitarem o plano como exigido pela Lei de Falências.

O processo de falência envolveu a rejeição de documentos essenciais, incluindo certidões negativas de débitos fiscais, que complicaram ainda mais a situação financeira do hotel. Desde 2019, o empreendimento enfrentava dificuldades financeiras.
Com a falência decretada, o imóvel passa a ser legalmente propriedade das gestoras Polo Special Situations e Meridiano, que haviam investido R$ 60 milhões em sua inauguração nas Olimpíadas de 2016.
Motivos da falência
O hotel LSH Barra foi lançado como Hotel Trump, mas a parceria com a marca americana encerrou-se ainda em 2016 devido a atrasos na construção e divergências contratuais. A situação financeira se deteriorou ainda mais com a perda de licença da marca Trump em 2019, além da baixa ocupação e má gestão identificadas ao longo do período.
O plano de recuperação falhou devido à falta de documentos obrigatórios, que comprometeu quaisquer esforços de reestruturação.
O processo judicial enfrentou dificuldades por fatores como o atraso constante na apresentação de informações necessárias para validar o plano de recuperação. A viabilidade econômica do hotel foi questionada, levando a Justiça a concluir pela inviabilidade do empreendimento e decretar a falência.





