Pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, estimam a formação de um novo “supercontinente” em 250 milhões de anos, marcado pela união de todos os continentes.
Publicado hoje (3), o estudo indica que as condições climáticas seriam extremamente diferentes do que se tem atualmente. De acordo com a pesquisa, a maioria do território terrestre seria inabitável para mamíferos.
O novo continente é chamado de Pangeia Próxima ou Pangeia Única, fazendo referência ao antigo supercontinente, formado entre 273 e 300 milhões de anos atrás.
Cientistas afirmam que a formação se localiza na posição que a África ocupa no globo, que se uniria à Europa. O Brasil, por exemplo, faria parte desse imenso bloco continental ao lado da Antártida, região atualmente conhecida por suas baixas temperaturas.
Já a Austrália se deslocaria lentamente em direção ao norte, colidindo com a Ásia, enquanto a América do Norte se uniria à do Sul, fechando o quebra-cabeça que dará origem ao supercontinente.
Mas nem todas as terras conhecidas terão o mesmo destino. A Nova Zelândia, segundo os cálculos do estudo, permanecerá isolada, fora da nova configuração geológica.
Dificuldade de habitação
Esse movimento, fruto da deriva continental, deverá alterar drasticamente a geografia do planeta e, principalmente, suas condições ambientais. A previsão é de que temperaturas extremas de até 60 °C no verão transformem vastas áreas em desertos inabitáveis.
A intensa movimentação das placas tectônicas provocará uma maior atividade vulcânica, aumentando significativamente a liberação de CO2 e tornando a sobrevivência extremamente difícil.
A pesquisa revela a importância de frear o aquecimento global, já que manter a Terra em temperaturas mais baixas é essencial para a sobrevivência não só da humanidade, mas da vida como conhecemos no planeta.





