A circulação de previsões catastróficas atribuídas a sistemas de inteligência artificial reacendeu o debate sobre os limites técnicos e os riscos sociais dessas ferramentas. O episódio mais recente envolve uma consulta feita por um usuário a um modelo generativo, que teria fixado o dia 27 de abril de 2027 como a data para um suposto apagão elétrico de alcance mundial.
A informação, publicada originalmente pelo portal El Economista, rapidamente se espalhou por redes sociais e plataformas de vídeo, gerando desde temor genuíno até teorias conspiratórias e comentários de ceticismo.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de um colapso simultâneo do fornecimento de energia em vários continentes, a ferramenta de IA enumerou causas hipotéticas como falhas estruturais em infraestruturas críticas, ataques cibernéticos coordenados, tempestades solares e deficiências em redes interconectadas.
Especulação
O próprio modelo, no entanto, advertiu que se tratava de um exercício especulativo, desprovido de qualquer verificação empírica ou científica. Apesar da ressalva, parte do público interpretou a resposta como uma advertência legítima.
Especialistas em sistemas energéticos consultados por veículos técnicos consideram remota a hipótese de um blecaute global sincronizado. Embora existam vulnerabilidades, como demonstram ataques anteriores a usinas nucleares e redes regionais, as malhas elétricas operam por zonas dotadas de dispositivos de isolamento que impedem a propagação irrestrita de falhas.
Mesmo eventos solares extremos, como tempestades geomagnéticas, não afetariam o planeta de forma homogênea. O cenário mais plausível, em uma crise severa, seria colapsos localizados, não uma escuridão planetária simultânea.





