Para muitas pessoas, a “magia” da culinária não se encerra no preparo, pois quando os alimentos passam a compartilhar o mesmo prato, a mistura de sabores intensifica ainda mais a experiência gastronômica.
No entanto, para alguns, é praticamente impossível desfrutar dos benefícios da prática, tendo em vista que a simples imagem da comida se tocando no prato já é capaz de causar incômodo.
E vale destacar que, diferentemente do que o senso comum acredita, o comportamento não está necessariamente relacionado à pieguice ou gosto pessoal. Afinal, na perspectiva psicológica, ele também pode apresentar os seguintes significados:
- Brumotactilofobia: quando o contato entre alimentos gera ansiedade, náusea ou aversão, tornando-se uma experiência sensorialmente avassaladora, especialistas alertam para o risco de brumotactilofobia;
- Previsibilidade e controle: organizar os alimentos separadamente no prato também serve como uma forma de evitar surpresas indesejadas e, com isso, tranquilizar quem depende da sensação de controle e segurança para se sentir bem;
- Personalidade: de acordo com alguns estudos, indivíduos que separam os alimentos no prato costumam refletir esse comportamento em diferentes aspectos de sua vida, sendo altamente organizados;
- Seletividade: embora seja mais comum em crianças, a seletividade alimentar pode persistir na fase adulta;
- Neurodivergência: Transtorno do Especto Autista (TEA) ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) também são condições que geram sensibilidade quando alimentos se misturam.
Junto e misturado: como deixar de separar alimentos no prato?
Ainda que, em muitos dos casos, a necessidade de separar os alimentos no prato seja apenas uma preferência peculiar, o comportamento pode dificultar as refeições familiares em algumas ocasiões, gerando desconforto até mesmo para quem o carrega.
Contudo, felizmente, existem diferentes estratégias para superar o problema, que vão de adaptações na forma de servir a comida a tratamentos mais intensivos, como terapia alimentar e terapia cognitivo-comportamental (TCC), que devem ser recomendadas e conduzidas por um profissional.





