Mesmo com os celulares tomando conta de grande parte do dia a dia dos brasileiros, a televisão ainda continua sendo um dos principais meios de comunicação e entretenimento do país, principalmente durante momentos de relaxamento.
Inclusive, por conta disso, muitas pessoas ainda mantém o costume de dormir com a TV ligada, sendo esse um hábito frequentemente relacionado à busca por conforto ou uma tentativa de aliviar a ansiedade e pensamentos acelerados por meio do abafamento de ruídos.
No entanto, apesar de popular, o que poucas pessoas sabem é que a prática pode ser extremamente prejudicial, pois segundo especialistas, ela compromete a qualidade do descanso e, consequentemente, aumenta o risco de surgimento de diversos problemas de saúde.
Estudos revelam que, mesmo de olhos fechados, a luz emitida pela tela das TVs ainda interrompe o processo natural do sono, uma vez que as pálpebras não bloqueiam totalmente a luminosidade, fazendo com que o cérebro pense que ainda não é hora de descansar profundamente.
Com isso, a liberação de melatonina, que é o hormônio essencial para o sono reparador, acaba sendo reduzida, já que o corpo não consegue atingir os estágios mais profundos de descanso, resultando em sintomas como fadiga matinal persistente, problemas de memória e concentração, humor instável e até mesmo dores de cabeça.
Dicas úteis: como evitar dormir com a TV ligada
Justamente pelas sensações positivas que aparenta proporcionar, abandonar o hábito de dormir com a TV ligada pode ser um desafio para muitas pessoas. No entanto, as técnicas a seguir podem contribuir para superar essa prática:
- Utilizar o temporizador (timer) para que a TV se desligue de forma automática após um certo período, reduzindo a exposição luminosa durante a noite;
- Diminuir a luminosidade da tela e o volume;
- Evitar conteúdos intensos, dando espaço a programas ou sons relaxantes;
- Substituir a TV por um abajur de luz quente e indireta ou máquinas de ruído branco;
- Adotar técnicas de relaxamento antes de dormir, como meditação ou exercícios de respiração.
É recomendável que as estratégias sejam adotadas de forma gradual, pois desse modo, o corpo passa a se adaptar com as mudanças de forma mais tranquila, evitando “recaídas” durante o processo.





