No seu trabalho, na escola ou até mesmo na faculdade, você fica o dia inteiro sentado? Saiba que isso pode ser um problema. Esse tipo de comportamento parece ser inofensivo, mas, na verdade, gera uma série de mudanças no organismo que pode afetar diretamente o funcionamento do seu coração, mesmo que você seja uma pessoa que realiza atividade física com frequência.
Isso é comprovado por uma revisão sistemática publicada no European Journal of Epidemiology, que reuniu dados de mais de 1,3 milhão de pessoas e identificou que o risco de mortalidade cardiovascular aumenta de forma consistente a partir de 6 a 8 horas diárias em comportamento sedentário. Acima desse limite, cada hora adicional sentado eleva o risco em cerca de 4%.
Além disso, outro estudo, publicado no Journal of the American College of Cardiology com quase 90 mil participantes monitorados por acelerômetro, mostrou que longos períodos sedentários estão associados a maior incidência de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, independentemente da prática de exercícios.
Por que o problema persiste mesmo em quem se exercita
Existe um ponto muito importante nesse processo: o sedentarismo prolongado é considerado um fator de risco independente, ou seja, praticar atividade física ajuda, mas não compensa longos períodos parado. O corpo precisa de estímulos ao longo do dia, pois a ausência contínua de movimento mantém o metabolismo em estado ineficiente.
Como pequenas pausas mudam esse cenário
A boa notícia é que existe a possibilidade de você, que fica longos períodos sentado, reverter essa situação sem comprometer o seu trabalho ou estudos. Basta acrescentar algumas interrupções no tempo em que fica sentado.
Ensaios clínicos, como o da J Clin Endocrinol Metab, uma revista de endocrinologia clínica e metabolismo, indicam que pausas de 2 a 3 minutos de caminhada a cada 20 ou 30 minutos já são suficientes para melhorar a resposta do organismo à glicose e à insulina.
Esse ajuste atua diretamente no mecanismo, pois reativa a circulação, estimula o metabolismo e reduz a sobrecarga cardiovascular.





