O cometa 3I/ATLAS chamou a atenção após duas sondas da Agência Espacial Europeia (ESA) capturarem suas imagens nas proximidades de Marte, no início de outubro. As sondas ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) e Mars Express foram responsáveis pelos registros do cometa, revelando-o como um ponto brilhante e difuso no campo de visão. Este evento significativo ocorreu quando o cometa passou a 30 milhões de quilômetros de Marte.
Essas imagens são notáveis porque o 3I/ATLAS é um dos poucos objetos interestelares identificados, possuindo um núcleo rochoso coberto de gelo. O calor do Sol provoca a sublimação do gelo, criando uma nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo, conhecida como coma.

A tarefa de capturar imagens do cometa foi desafiadora, dada a sua pequena dimensão e grande distância das sondas.
Revelações astronômicas com as novas imagens
A documentação do 3I/ATLAS permite um melhor entendimento de sua origem e composição. Este cometa é uma relíquia cósmica, diferente dos cometas locais que formaram os planetas do Sistema Solar.
Os dados indicam que este cometa foi lançado no espaço há bilhões de anos, oferecendo pistas valiosas sobre sistemas estelares distantes. Com o 3I/ATLAS aproximando-se do Sol, espera-se que a coma e a cauda se tornem mais definidas, permitindo observações adicionais.
Os cientistas da ESA estão analisando o espectro de luz refletida para identificar a composição química do cometa. Este estudo é essencial, pois cometas interestelares como o 3I/ATLAS oferecem uma visão única sobre as condições de formação de outros sistemas estelares.
A missão Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE) está programada para realizar novas observações do cometa no próximo mês. Mesmo de longe, essas observações prometem revelar detalhes de sua atividade enquanto se aproxima do Sol.





