Com a aproximação do Dia das Mães, muitos filhos e familiares se movimentam para presentar suas próprias mães, avós e cuidadoras que são vistas como figuras maternas na família. Contudo, por mais que pareça estranho, nem toda mãe se sente confortável ao receber presentes — e isso não necessariamente indica frieza ou falta de afeto.
Para a psicologia, esse comportamento pode estar ligado a fatores emocionais mais profundos, como a forma como a pessoa enxerga a si mesma, o valor que atribui às relações e até experiências passadas.
Por que algumas pessoas não gostam de ganhar presente?
Estudos sobre comportamento do consumidor mostram que o ato de presentear pode carregar mensagens implícitas. Uma pesquisa publicada no Journal of the Association for Consumer Research, conduzida por pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, identificou que presentes associados à economia de dinheiro podem provocar sentimentos negativos em quem recebe.
Isso acontece porque, em alguns casos, o gesto pode ser interpretado como um sinal de incapacidade ou dependência, afetando a autoestima.
Esse tipo de percepção ajuda a explicar por que algumas pessoas — inclusive no Dia das Mães — preferem evitar presentes.
O incômodo pode surgir de uma sensação de julgamento, de não merecimento ou até de uma obrigação de retribuir o gesto. Em vez de prazer, o momento pode gerar ansiedade.
Na prática, não gostar de ganhar presentes não significa rejeitar carinho, mas sim uma forma diferente de se relacionar com ele. Para essas pessoas, demonstrações de afeto podem ser melhor recebidas por meio de atitudes, tempo de qualidade ou gestos simples.
O estudo também aponta que presentes que “economizam tempo”, como experiências ou ajuda prática, tendem a ser percebidos de forma mais positiva. Isso sugere que a intenção por trás do presente — e a forma como ela é comunicada — pode fazer toda a diferença na experiência emocional de quem recebe.





