Enquanto a Seleção Brasileira ainda busca recuperar o protagonismo dentro de campo, o país segue firme em outra disputa ligada à Copa do Mundo: o aumento no preço das figurinhas do álbum oficial do torneio. Desde o Mundial da Rússia, em 2018, os pacotinhos vendidos no Brasil acumulam alta de 150%, colocando o país entre os líderes globais da inflação do produto.
O levantamento foi realizado pelo economista-chefe da Neo Investimentos, Luciano Sobral, em estudo divulgado pelo jornal Valor Econômico. A análise revisita o chamado “Stickernomics”, pesquisa criada originalmente pelo especialista durante sua passagem pelo Santander para comparar o custo das figurinhas ao redor do mundo.
Álbum virou símbolo da inflação no consumo popular
Segundo Sobral, o cenário internacional dos últimos anos ajudou a impulsionar a disparada nos preços. Pandemia, conflitos internacionais, inflação global e problemas climáticos afetaram cadeias de produção e elevaram custos em diversos setores — incluindo o mercado editorial.
O Brasil aparece empatado com o Uruguai entre os maiores aumentos registrados fora dos casos considerados extremos, como Argentina e Turquia. Para o economista, a alta brasileira chama atenção porque os preços já haviam subido fortemente entre as Copas de 2014 e 2018.
Na prática, completar o tradicional álbum da Copa ficou muito mais caro para famílias e colecionadores. O aumento impacta principalmente crianças e fãs do futebol que mantêm o hábito de colecionar figurinhas a cada Mundial.
O estudo também mostra diferenças expressivas entre países. Enquanto a Dinamarca possui os pacotes mais caros do planeta, Peru e Chile aparecem entre os mais baratos.
Luciano Sobral destacou ao Valor Econômico que o fortalecimento do dólar nos últimos anos também influenciou os preços globais das figurinhas. Segundo ele, o fenômeno ajuda a explicar por que consumidores de diferentes países passaram a sentir mais fortemente o peso do álbum no orçamento.





