Em uma cena digna de filme, o Museu do Louvre, em Paris, sofreu um assalto na manhã do último domingo (19/10). Em menos de oito minutos, quatro ladrões mascarados invadiram o local, levando um verdadeiro tesouro histórico avaliado em R$ 550 milhões. Quando a polícia chegou, restavam apenas fragmentos de vidro e uma coroa danificada da imperatriz Eugênia, uma das peças da coleção imperial francesa.
As joias roubadas incluíam presentes oferecidos por imperadores da Casa de Bonaparte às suas esposas, como tiaras, colares e peças de diamantes e esmeraldas que pertenciam à nobreza europeia. Para se ter ideia da dimensão da perda, o valor do roubo seria suficiente para comprar as três únicas unidades do Rolls-Royce Boat Tail, o carro mais caro do mundo, avaliado em R$ 147 milhões cada.
Joias com mais de uma década de existência impressionam por seu valor
Produzido sob encomenda, o modelo levou quatro anos para ser desenvolvido e não voltará a ser fabricado. Inspirado em iates luxuosos dos anos 1920, o conversível de 5,8 metros combina engenharia artesanal e design náutico, sendo o ápice do conceito de exclusividade.
Cada Boat Tail é único, apesar de compartilhar a mesma carroceria. O conversível de 5,8 metros mistura luxo clássico com elementos inspirados em iates dos anos 1920, incorporando a filosofia “Architecture of Luxury” da Rolls-Royce.
O veículo conta até com um compartimento localizado acima das lanternas traseiras. Em duas portas que se abrem como asas, o carro revela uma “suíte de hospedagem” que conta com duas pequenas geladeiras, espaço para talheres, taças, toalhas e louças da grife Christofle.
Enquanto isso, as peças que comprariam os três únicos destes veículos luxuosos ainda não foram resgatas e o governo francês considera que elas estão podem estar desaparecidas. Especialistas alertam que, se não forem recuperadas, as joias podem ser derretidas ou vendidas no mercado negro por uma fração do valor original.





