A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta internacional após casos envolvendo o hantavírus em passageiros do cruzeiro MV Hondius. A entidade recomendou medidas rigorosas de monitoramento e quarentena para pessoas que tiveram contato com possíveis infectados, diante do risco de transmissão da doença, considerada grave e sem tratamento específico ou vacina disponível atualmente.
Segundo a OMS, passageiros e tripulantes que desembarcaram da embarcação devem permanecer em observação por até 42 dias, período considerado necessário devido ao longo tempo de incubação do vírus Andes, uma das variantes mais perigosas do hantavírus.
OMS pede vigilância rigorosa e resposta rápida
A orientação inclui isolamento domiciliar ou acompanhamento em unidades de saúde especializadas, além de monitoramento constante de sintomas.
Entre os sinais iniciais da infecção estão febre, dores musculares, calafrios, dor de cabeça, tontura, náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. Em quadros mais graves, o vírus pode provocar insuficiência respiratória repentina.
A diretora da área de Prevenção e Preparação para Epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que os países devem reforçar o rastreamento de contatos e agir rapidamente diante de casos suspeitos. Países como Alemanha, Reino Unido, Suíça e Grécia já adotaram protocolos ainda mais rígidos, com períodos de quarentena de até 45 dias.
De acordo com a organização, pessoas consideradas de alto risco incluem companheiros de cabine, parceiros íntimos, profissionais de saúde expostos sem proteção adequada e indivíduos que tiveram contato com materiais contaminados. Apesar do alerta, a OMS informou que não recomenda quarentena para contatos considerados de baixo risco nem testagem em massa neste momento.
O órgão também orientou que qualquer pessoa que apresente sintomas procure imediatamente atendimento médico e permaneça isolada até avaliação clínica.
Especialistas reforçam que a identificação precoce dos casos é considerada essencial para evitar novos surtos e reduzir o risco de transmissão internacional do vírus.





