Desde que a Organização Mundial da Saúde declarou, em agosto, a mpox como uma emergência de saúde pública internacional, um novo surto de desinformação passou a circular nas redes sociais.
Entre as mensagens mais compartilhadas está a alegação de que a doença seria um suposto efeito colateral das vacinas contra a Covid-19. A informação é falsa e não tem respaldo científico.
Mpox e Covid-19 não possuem relação; entenda
A mpox é uma doença viral zoonótica, causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola. A transmissão ocorre por contato direto com pessoas infectadas, lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados.
Não existe qualquer evidência de que a mpox seja causada, induzida ou “ativada” por vacinas contra a Covid-19 ou por qualquer outro imunizante.
Parte das fake news associa a mpox ao herpes-zóster, afirmando que ambos seriam reações adversas da vacinação. Essa narrativa é incorreta. O herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster, da família Herpesviridae, enquanto a mpox pertence à família Poxviridae.
São vírus diferentes, com estruturas, comportamentos e formas de transmissão distintas, o que inviabiliza qualquer confusão do ponto de vista médico.
Autoridades brasileiras reforçam esse esclarecimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informa que nenhuma das vacinas contra a Covid-19 autorizadas no Brasil — como Pfizer, CoronaVac, Oxford/AstraZeneca e Janssen — traz a mpox listada como efeito colateral. O Ministério da Saúde também nega qualquer relação entre imunização e surgimento da doença.
A redução de casos graves e mortes por Covid-19 no país está diretamente ligada à vacinação em massa, considerada segura e eficaz por órgãos reguladores internacionais.
Já a mpox segue sendo monitorada pelas autoridades sanitárias, com vigilância ativa e orientação para que pessoas com sintomas — como febre, ínguas e lesões na pele — procurem atendimento médico.
Informações: Ministério da Saúde





