A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco de surto de Ebola para “muito alto” na República Democrática do Congo em 2026. A medida foi tomada devido à rápida disseminação do vírus Ebola, cepa Bundibugyo, que tem apresentado uma dinâmica de contágio crescente. Não há vacina para a doença.
Essa elevação no alerta ocorre em resposta ao agravamento do quadro epidemiológico e à ausência de vacina ou tratamentos aprovados contra essa cepa específica do vírus. A OMS baseia sua decisão em análises detalhadas da propagação e das condições gerais de saúde pública, destacando a necessidade de vigilância internacional rigorosa.
Problemas como desconfiança local, violência e falta de equipamentos de proteção estão dificultando o combate ao surto.
Medidas internacionais contra o surto
Em resposta, a OMS anunciou a implementação de medidas rigorosas, incluindo o uso de antivirais experimentais, embora o medicamento específico, Obeldesivir, não tenha comprovação documentada de eficácia contra a cepa Bundibugyo. Além disso, evacuações de casos críticos para tratamento em outros continentes, como a Europa, têm sido realizadas.
Autoridades de saúde no Congo e países vizinhos, como Uganda, intensificaram o rastreamento de contatos. Uganda confirmou recentemente dois novos casos relacionados ao surto no Congo, elevando a preocupação com a disseminação transfronteiriça.
Impacto regional e mundial
A intensificação do surto no Congo coloca os países vizinhos em alerta máximo. Uganda, por exemplo, adotou medidas restritivas e suspendeu eventos públicos para impedir a propagação do vírus.
Embora o risco global continue considerado baixo, é apontado que todos os países mantenham a atenção redobrada frente à possibilidade de uma expansão mais ampla. O surto foi declarado pela OMS como uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”.





