O Flamengo pode estar diante de uma das maiores oportunidades de sua história recente. Um grupo de investimentos formado por empresários dos Estados Unidos, Espanha e Colômbia apresentou ao clube um projeto de aproximadamente R$ 4 bilhões para a construção de um estádio com capacidade para 100 mil torcedores, além de um complexo que incluiria shopping, hotel e um prédio de estacionamento.
Pelo menos quatro reuniões já foram realizadas com representantes da diretoria rubro-negra, entre eles BAP, presidente do clube. A proposta chama atenção por um detalhe crucial, o Flamengo não precisaria gastar nenhum centavo na execução.
O terreno do Gasômetro, adquirido pelo clube por cerca de R$ 150 milhões, não comportaria a obra. A área tem 89 mil m², enquanto o novo projeto exige pelo menos 350 mil m² dentro do Rio de Janeiro.
Para viabilizar a proposta, os investidores se mostraram dispostos, inclusive, a ressarcir o Flamengo pelo valor pago na compra do Gasômetro.
Vale lembrar que BAP tem retardado o início das obras no Gasômetro por não concordar com o investimento necessário, estimado em cerca de R$ 3 bilhões. O projeto no local havia sido idealizado pelo ex-presidente Rodolfo Landim.
Lucro de eventos com consórcio
O projeto é liderado por parceiros internacionais, entre eles o Grupo Urbas, conglomerado espanhol com experiência no setor e participação em obras de arenas esportivas, como a do América de Cali.
A proposta prevê que 100% dos custos fiquem sob responsabilidade do consórcio, sem qualquer investimento direto do Flamengo. Além disso, ficou estabelecido que o clube terá direito integral às receitas em dias de jogos de futebol, enquanto os investidores assumirão a maior fatia dos lucros em eventos paralelos durante um período de 15 anos.
Apesar do gigantismo da oferta, a diretoria rubro-negra ainda avalia o cenário com cautela. BAP, presidente do Flamengo, demonstra preferência pela manutenção do vínculo com o Maracanã, considerado por ele a melhor solução no momento.




