Embora o planeta leve cerca de 24 horas para completar uma rotação, a ciência tem comprovado a existência de pequenas variações. Agora, cientistas identificaram que o ritmo de desaceleração da rotação terrestre pode estar acontecendo mais rapidamente do que em milhões de anos.
Pesquisas recentes indicam que os dias estão ficando ligeiramente mais longos. A diferença é mínima — medida em milissegundos —, mas suficiente para chamar a atenção da comunidade científica. Um estudo publicado neste mês aponta que o aumento atual na duração do dia é o mais acelerado observado desde o final do período Plioceno, há cerca de 3,6 milhões de anos.
Derretimento de gelo pode estar por trás da mudança
Essas variações acontecem porque a rotação da Terra é influenciada por diferentes fatores naturais. A gravidade da Lua, processos geológicos internos, mudanças na atmosfera e até a redistribuição de massas no planeta.
Em 2025, por exemplo, alguns dias registraram duração cerca de 1 milissegundo maior do que o normal devido à posição da Lua em relação ao planeta. Alguns cálculos indicam que os dias estão se alongando cerca de 1,33 milissegundos por século.
Além das oscilações naturais, pesquisadores apontam que o aquecimento global pode estar contribuindo para o aumento gradual na duração dos dias.
O motivo está no derretimento acelerado de geleiras e calotas polares. Quando grandes volumes de gelo derretem, a água que antes estava concentrada nas regiões polares se espalha pelos oceanos. Essa redistribuição altera a forma como a massa do planeta está distribuída.
O efeito lembra o movimento de um patinador artístico: quando ele abre os braços, a rotação diminui. Algo semelhante acontece com a Terra quando a massa se desloca para regiões mais afastadas do eixo de rotação. Embora imperceptível no cotidiano, essa mudança pode afetar sistemas que dependem de medições extremamente precisas de tempo.





