O pedágio da Ecovias Sul, considerado por muitos motoristas como um dos mais caros e problemáticos do país, pode finalmente estar chegando ao fim.
O Ministério dos Transportes publicou a Portaria nº 842 no Diário Oficial da União, um passo que abre caminho para mudar completamente a forma como funcionam as cobranças na BR-116 e BR-392, no Rio Grande do Sul. Embora o pedágio não acabe de imediato, a decisão indica que o modelo atual está com os dias contados.
Por que o pedágio pode ser extinto
A portaria autoriza o início do EVTEA — um estudo que analisa tudo o que envolve uma nova concessão: quantidade de veículos, custos, impactos ambientais, necessidade de obras e, principalmente, alternativas para cobrança.
Sem esse estudo, nenhuma mudança pode ser colocada em prática. Com ele, o governo passa a revisar o sistema atual e pode reorganizar totalmente onde, como e quanto será cobrado.
O modelo da Ecovias Sul é alvo frequente de reclamações por tarifas altas e serviços considerados insuficientes. Motoristas que dependem da rodovia todos os dias dizem que o valor cobrado não condiz com as condições da pista. O governo também avalia o sistema como caro, antigo e sem tecnologia moderna.
Na nova concessão, a intenção é implantar pedágio mais barato, reorganizar as praças e até adotar o sistema free flow — que não usa cancelas e cobra apenas pelos quilômetros rodados. Se o estudo confirmar que o pedágio atual não vale a pena, ele pode ser extinto de vez.
Para os motoristas e caminhoneiros, a possível retirada representa economia direta no bolso. Viagens para cidades como Rio Grande, Pelotas e Jaguarão ficariam mais baratas, e o transporte de cargas também teria redução de custos.
O processo ainda passará por consulta pública, modelagem e licitação, mas a sinalização é clara: o pedágio mais criticado do Rio Grande do Sul pode desaparecer nos próximos anos.





