A Polícia Federal (PF) anunciou que a emissão de passaportes no Brasil enfrenta risco de suspensão a partir de 3 de novembro de 2025. Esse alerta decorre da necessidade de um repasse emergencial de R$ 97,5 milhões ao orçamento. Sem esses recursos, a prestação do serviço tornará-se inviável.
A situação foi oficializada em um comunicado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao Ministério do Planejamento e Orçamento. No documento, a PF detalha que 95% do orçamento anual de R$ 329,4 milhões já foi utilizado. A verba é crucial para contratos com a Casa da Moeda, responsável pela confecção dos passaportes.
Contexto do problema
O orçamento da PF está esgotado e isso compromete não apenas a emissão dos documentos de viagem, mas também outros serviços. O órgão alertou o governo desde abril sobre os riscos.
Episódios como este não são inéditos; em 2022, uma situação semelhante causou interrupção temporária na emissão durante mais de um mês.
Além da verba para passaportes, a PF solicitou um aumento total de R$ 421,6 milhões no orçamento geral. Este montante inclui recursos para concluir obras, concursos públicos, combate a crimes ambientais, e aquisição de aeronaves.
Consequências para a população
A suspensão da emissão pode impactar diretamente passageiros com viagens planejadas. Intercâmbios, processos de imigração e negócios internacionais poderão enfrentar atrasos e agendamentos problemáticos.
A situação já está afetando agências de viagem e o comércio exterior, cuja demanda por passaportes é constante e vital.





