Uma forte tempestade de inverno provocou um colapso no transporte aéreo no domingo (25), resultando no cancelamento de quase 10.300 voos nos Estados Unidos.
Companhias aéreas alertaram passageiros sobre atrasos e suspensões, especialmente em aeroportos de grande movimentação, onde as condições climáticas impediram a operação das aeronaves.
Impactos nos aeroportos e na energia
De acordo com o site de monitoramento FlightAware, o número de voos cancelados no domingo superou o registrado no sábado (24), quando mais de 4.000 viagens já haviam sido suspensas. O volume expressivo de interrupções fez do episódio o maior evento de cancelamentos em massa desde a pandemia, segundo a empresa de análise de aviação Cirium.
A tempestade levou neve intensa, granizo e chuva congelante a diversas regiões, afetando cerca de 180 milhões de pessoas, mais da metade da população americana. Após avançar pelo Sul, o sistema climático seguiu em direção ao Nordeste, com previsão de acumular entre 30 e 60 centímetros de neve em cidades como Washington, Nova York e Boston.
Os reflexos foram sentidos em alguns dos principais hubs do país. Aeroportos como Dallas-Fort Worth, Charlotte, Filadélfia e Atlanta, o mais movimentado dos EUA, registraram grandes interrupções, assim como John F. Kennedy e LaGuardia, em Nova York. No Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, todas as partidas do dia, cerca de 420 voos, foram canceladas.
Entre as companhias, a American Airlines suspendeu mais de 1.400 voos, cerca de 46% de sua malha. A Delta cancelou mais de 1.300, a Southwest ultrapassou 1.260, a United teve aproximadamente 900 e a JetBlue interrompeu mais de 570 operações, o equivalente a 71% de sua programação diária.
Além dos aeroportos, a tempestade causou falhas no fornecimento de energia. Na manhã de domingo, mais de 850 mil pessoas estavam sem eletricidade em vários estados afetados.





