Por determinação do governo federal, um azeite vendido em todo o país foi retirado às pressas do mercado e teve sua comercialização totalmente proibida no Brasil.
A decisão, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), acendeu um alerta entre consumidores e supermercados, já que o produto teve a venda barrada por apresentar origem desconhecida e irregularidades graves envolvendo a empresa responsável pela importação. Trata-se especificamente da marca de azeites Terra das Oliveiras.
Venda de azeite é barrada por risco ao consumidor
Segundo a Anvisa, o principal motivo da proibição é a origem desconhecida do azeite, o que representa risco à saúde do consumidor. A agência informou que identificou a venda do produto em plataformas de comércio eletrônico, incluindo a Shopee. Mesmo após a publicação da decisão, anúncios ainda chegaram a ser encontrados, mas foram retirados posteriormente.
Outro ponto que pesou na determinação foi a situação irregular da empresa responsável pela importação. A JJ – Comercial de Alimentos Ltda., citada como importadora do azeite, está com o CNPJ extinto desde janeiro de 2025, após encerramento por liquidação voluntária junto à Receita Federal. Isso significa que a empresa não poderia, legalmente, atuar no mercado.
Segundo informações obtidas pelo g1, a marca Terra das Oliveiras não se posicionou. Já a Shopee afirmou, em nota, que removeu os anúncios assim que foi notificada e reforçou que mantém monitoramento constante para coibir a venda de produtos proibidos.
A proibição faz parte de um movimento mais amplo de fiscalização. Apenas em 2025, 25 marcas de azeite já foram proibidas ou tiveram lotes vetados pelo governo federal. Em muitos casos, análises apontaram fraude, como a mistura de azeite com outros óleos vegetais.
O Ministério da Agricultura alerta que vender esses produtos é infração grave. Consumidores que já compraram o azeite devem interromper o uso imediatamente e podem exigir troca ou reembolso,





