Apesar de serem extremamente populares, os olhos claros são extremamente raros, com menos de 30% da população mundial possuindo-os. E estudos científicos sobre sua ocorrência explicam de forma nítida o motivo disso.
É relevante lembrar que os olhos castanhos derivam da alta concentração de melanina, controlada por genes dominantes localizados no cromossomo 15 que, geralmente, sobrepõe os recessivos, responsáveis por cores como o azul e o verde.
Como a cor castanha predomina na população mundial, é comum que muitas pessoas nasçam com olhos escuros. Contudo, caso os genes transmitidos pelos pais sejam recessivos, as chances de um bebê vir ao mundo com olhos claros é alta.
Porém, vale destacar que, com o passar do tempo, os níveis de melanina pode aumentar e, com isso, a cor dos olhos pode sofrer alterações. E combinações genéticas específicas são a única ferramenta capaz de “impedir” esse fenômeno.
Sendo assim, embora não seja impossível nascer com olhos claros, mantê-los pode ser uma tarefa bastante difícil, uma vez que isso depende de um processo altamente complexo que não pode ser alterado.
Cuidado redobrado: os riscos dos olhos claros
A grande quantidade de melanina presente na íris torna olhos castanhos mais resistentes à luz e danos por radiação UV. Logo, por não contarem com essa proteção, olhos claros dependem de cuidados redobrados para permanecerem saudáveis.
Vale ressaltar que a menor proteção natural pode, a longo prazo, aumentar o risco de lesões na retina ou degeneração macular, principalmente caso nenhuma medida de proteção ou uma rotina de cuidados seja adotada por pessoas que a possuem.
Dessa forma, além de investir em acessórios como óculos e chapéus para reduzir a entrada direta de luz ao sair no sol, é recomendável que pessoas de olhos verdes ou azuis visitem um oftalmologista ao menos uma vez ao ano para analisar sua saúde ocular.





