O preço do gás de cozinha voltou a preocupar consumidores e revendedores após um novo reajuste anunciado no início de junho. Embora o aumento tenha sido aplicado inicialmente na Bahia, representantes do setor alertam que a alta reforça um cenário de encarecimento que vem sendo observado nos últimos meses e que pode pressionar os preços em diferentes regiões do país.
A elevação foi promovida pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, e resultou em um reajuste de 9,59% no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP). Na prática, o impacto deve ser sentido diretamente pelos consumidores, com acréscimos estimados entre R$ 8 e R$ 10 no preço final do botijão de 13 quilos.
Sequência de reajustes preocupa consumidores e revendedores
Com a mudança, o valor médio do produto em Salvador e na região metropolitana, que girava em torno de R$ 145, passou a variar entre R$ 155 e R$ 158, segundo estimativas do setor.
O novo aumento se soma a outros reajustes registrados ao longo de 2026. Em janeiro, o gás já havia sofrido uma alta de 2,38%. Em abril, outro reajuste superior a 15% elevou ainda mais os custos para famílias e estabelecimentos que dependem do produto diariamente.
Representantes das revendedoras afirmam que o cenário tem reduzido as margens de lucro e dificultado a operação de programas sociais voltados ao acesso ao gás de cozinha por famílias de baixa renda. Segundo o setor, os sucessivos aumentos tornam mais difícil equilibrar os custos da cadeia de distribuição.
Além do impacto sobre os comerciantes, a principal preocupação recai sobre o orçamento doméstico. O gás de cozinha é considerado um item essencial para milhões de brasileiros e costuma ter peso significativo nas despesas mensais, especialmente entre famílias de menor renda.





