Aposentados e pensionistas têm até 20 de março para contestar descontos associativos feitos sem autorização nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A contestação é o passo inicial para garantir a devolução dos valores com correção monetária, dentro do acordo administrativo criado pelo governo federal.
Até o momento, mais de 6,3 milhões de segurados já registraram a reclamação. Desse total, aproximadamente R$ 2,9 bilhões foram devolvidos. Apesar disso, cerca de 800 mil beneficiários, mesmo com direito ao ressarcimento reconhecido, ainda não aderiram ao acordo e seguem com valores pendentes. Segundo levantamento do Governo, ainda constam milhões para serem devolvidos. Só no estado de São Paulo, o valor de descontos ainda não autorizados chegou em R$532,42 milhões.
Como verificar descontos e solicitar o ressarcimento
O beneficiário deve consultar o extrato de pagamento para identificar cobranças suspeitas realizadas entre março de 2020 e março de 2025. A verificação pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou presencialmente nas agências dos Correios.
Ao contestar o desconto, a associação responsável tem até 15 dias úteis para apresentar resposta. Se não houver retorno ou se forem enviadas provas irregulares — como assinaturas falsas ou gravações inválidas —, o sistema libera automaticamente a opção de adesão ao acordo de ressarcimento.
Para receber o valor, é necessário acessar o Meu INSS, entrar em “Consultar Pedidos” e aceitar o pagamento. O depósito ocorre em até três dias úteis, diretamente na conta do benefício. A adesão não pode ser feita pelo telefone 135, apenas pelo aplicativo ou presencialmente.
Idosos com 80 anos ou mais, além de indígenas e quilombolas, recebem o ressarcimento de forma automática, sem necessidade de solicitação.
Alerta de segurança: o INSS não envia links, não solicita dados pessoais por mensagens e não cobra taxas para devolução dos valores. Use exclusivamente os canais oficiais.





