A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação entre exportadores e consumidores. Mas, ao menos por enquanto, a carne bovina brasileira está entre os itens que podem escapar da medida, reduzindo o risco de impacto imediato nos preços.
A tarifa foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) após uma investigação sobre práticas comerciais adotadas pelo Brasil. O governo americano citou temas como Pix, etanol, propriedade intelectual, acordos comerciais e questões ambientais para justificar a proposta.
O que pode acontecer com a carne brasileira?
Apesar da ameaça de novas taxas, uma lista preliminar divulgada pelos Estados Unidos prevê exceções para alguns produtos considerados estratégicos. Entre eles estão carne bovina, café, frutas, especiarias, petróleo, minérios metálicos e peças aeronáuticas.
Como a carne bovina aparece entre os produtos que podem ficar fora da tarifa, especialistas avaliam que o setor tende a sofrer menos impacto caso a medida seja confirmada. Isso significa que não há expectativa de aumento direto no preço da carne para o consumidor brasileiro por causa dessa decisão específica.
Ainda assim, o cenário continua em aberto. O governo americano realizará uma audiência pública em 6 de julho e a decisão final está prevista para 15 de julho. Até lá, Brasil e Estados Unidos seguem negociando para evitar a adoção das novas tarifas.
Entidades empresariais, como a Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmam que a medida pode prejudicar o comércio entre os dois países e reduzir a competitividade de empresas brasileiras.
O governo brasileiro, por sua vez, acredita que ainda há espaço para diálogo e busca uma solução negociada. A avaliação é que a proposta ainda pode ser modificada antes da decisão definitiva.





