O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um ambicioso plano de mudanças estruturais que promete impactar o país pelas próximas décadas. Durante discurso no Congresso que marcou o início de um novo ciclo legislativo, o líder afirmou que pretende enviar 90 reformas estruturais ao Parlamento ao longo de 2026.
Segundo Milei, o pacote de medidas tem como objetivo “redesenhar a arquitetura do Estado argentino para os próximos 50 anos”. As propostas devem atingir áreas centrais da administração pública, incluindo economia, sistema tributário, código penal, sistema eleitoral, educação, Justiça e defesa.
Plano de reformas e nova estratégia internacional
Durante a apresentação, Milei afirmou que pretende estabelecer uma “aliança estratégica duradoura” com os Estados Unidos, tratando a relação bilateral como uma política de Estado. Para o presidente argentino, o Atlântico Sul será uma região central nas disputas geopolíticas e comerciais nas próximas décadas.
Segundo ele, a Argentina possui vantagens estratégicas, como reservas de minerais críticos, produção de energia, gás e petróleo, além de posição geográfica privilegiada com acesso a dois oceanos e presença na Antártida.
Parte do discurso também foi dedicada à defesa de maior abertura comercial. Milei criticou décadas de políticas protecionistas que, segundo ele, resultaram em uma indústria pouco competitiva e dependente de subsídios.
Apesar das promessas de transformação, o plano ocorre em meio a um cenário econômico e político complexo. Desde que assumiu o governo após a gestão de Alberto Fernández, Milei promoveu um forte ajuste fiscal e conseguiu reduzir a inflação anual de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025.
Por outro lado, o processo também trouxe impactos sociais relevantes, como queda no consumo, fechamento de empresas e perda de empregos, o que mantém o debate político acirrado no país enquanto o governo tenta avançar com sua agenda de reformas.
Informações: AFP





