De acordo com informações da imprensa norte-americana, há meses o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem pressionando o governo de Cuba por meio de bloqueio naval e até mesmo de falas ameaçadoras para que o presidente cubano deixe o poder e ele “tome” a ilha. Todavia, a autoridade cubana Miguel Díaz-Canel se pronunciou de forma direta, descartando qualquer possibilidade de deixar a presidência do país.
Em entrevista à NBC, o governante afirmou que não renunciará por pressão externa e reforçou que sua permanência no poder depende exclusivamente da avaliação do povo cubano.
Entenda o cenário
O governo Trump tem adotado uma postura mais rígida em relação a Cuba, incluindo medidas que impactam diretamente o fornecimento de recursos estratégicos para o país, enfraquecendo, por exemplo, o fornecimento de petróleo. Além disso, o norte-americano defende uma transição política no país.
Na prática, essa pressão é realizada por meio de um endurecimento de sanções econômicas, isolamento diplomático de Cuba e, claro, da exigência de mudanças no sistema político. Dessa maneira, Cuba, que já enfrenta uma grande crise financeira há muitos anos, se vê em uma situação ainda pior.
As autoridades da ilha afirmam que a crise vivida é fruto das políticas rígidas implantadas em 1962 pelos EUA, as quais resultaram no endurecimento do embargo americano. Além disso, a baixa produtividade de sua economia e o colapso do turismo também são fatores apontados pelos mandatários como determinantes para o problema vivido na nação.
Tentativa de negociação
O líder cubano também afirmou que está aberto a conversas com Trump, desde que não haja imposição de condições e exigências para alterações no sistema político do país.
Vale destacar que, mesmo nessa tensão política entre as duas nações, o governo dos Estados Unidos, há 10 dias, permitiu que um navio-tanque russo realizasse o desembarque de petróleo em Cuba.





