O governo dos Estados Unidos avalia colocar Donald Trump literalmente nas mãos dos americanos. Aliados do presidente pressionam o órgão responsável pela impressão do dinheiro do país para criar uma nota comemorativa de 250 dólares estampada com o rosto do republicano — proposta que abriu uma disputa interna e reacendeu debates sobre os limites do culto à imagem presidencial no país.
A informação foi revelada pelo jornal The Washington Post, que ouviu funcionários e ex-integrantes do Departamento de Impressão e Gravura dos EUA. Segundo a publicação, o tesoureiro americano Brandon Beach e o assessor Mike Brown solicitaram o desenvolvimento de protótipos da nova cédula como parte das celebrações pelos 250 anos da independência americana, previstos para 2026.
Projeto enfrenta barreiras legais e resistência interna
A proposta, no entanto, gerou tensão dentro do governo por esbarrar em uma regra histórica. Desde 1866, a legislação americana proíbe que pessoas vivas apareçam em notas de dólar. Atualmente, apenas ex-presidentes e figuras históricas já falecidas estampam as cédulas em circulação no país.
Segundo o The Washington Post, um modelo inicial da nota já teria sido apresentado internamente com a imagem de Trump. O design foi produzido pelo artista britânico Iain Alexander, que afirmou ter mostrado o projeto ao presidente americano.
O plano ganhou força após parlamentares aliados apresentarem no Congresso um projeto de lei autorizando a criação da nota comemorativa de US$ 250. A proposta ainda não avançou, mas o Departamento do Tesouro confirmou que realiza estudos e planejamento caso a medida seja aprovada.
A discussão também provocou desconforto na gráfica federal americana. Funcionários afirmam que a então diretora do órgão alertou para possíveis problemas legais e acabou transferida do cargo.
Além da possível nova cédula, o governo também autorizou a impressão de notas de 100 dólares com a assinatura de Trump, algo inédito para um presidente em exercício nos Estados Unidos.





