Os postos de combustíveis de Florianópolis entraram no radar dos órgãos de defesa do consumidor.
Após identificar que a redução de 5,2% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras em janeiro não estava sendo repassada ao consumidor final, o Procon de Florianópolis determinou um prazo improrrogável de 24 horas para que os valores nas bombas sejam ajustados. Caso contrário, os estabelecimentos podem sofrer sanções administrativas.
Por que o preço da gasolina ainda não caiu nas bombas?
A notificação foi enviada ao SINDÓPOLIS, sindicato que representa o comércio varejista de combustíveis na capital catarinense. Segundo o Procon, apesar da ampla divulgação da queda no preço nas refinarias, “não se verifica de forma clara e generalizada a aplicação do novo valor ao consumidor”.
Além de exigir a redução imediata, o Procon também solicitou o envio de informações técnicas e documentos que expliquem se houve orientação formal aos postos associados e quais fatores estariam impedindo o repasse. Para o diretor do órgão, Tiago Silva Mussi, o consumidor não pode ser o último a sentir os efeitos de uma queda anunciada oficialmente.
Em resposta, o sindicato afirmou que não interfere na formação de preços, que ocorre em regime de livre concorrência.
Também destacou que a redução de 5,2% refere-se à gasolina A, vendida às distribuidoras, enquanto nos postos é comercializada a gasolina C, que inclui etanol anidro, tributos, custos logísticos e operacionais. Segundo a entidade, reduções na refinaria não significam, necessariamente, queda imediata e proporcional nas bombas.
O embate acontece em um momento sensível. Dados da Agência Nacional do Petróleo mostram que, em janeiro, o preço médio da gasolina em Santa Catarina chegou a R$ 6,56 — o maior valor em nove meses.
Agora, resta saber se a redução anunciada finalmente aparecerá nas bombas ou se os postos enfrentarão as penalidades previstas.





