O fenômeno climático El Niño promete trazer grandes impactos para a agricultura brasileira em 2026. Com previsão de intensificação entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, segundo especialistas do Centro de Previsão Climática da NOAA, o evento climático ameaça principalmente as lavouras de café e trigo.
Os efeitos esperados incluem aumento das chuvas e temperaturas no sul do país, afetando diretamente a produtividade agrícola e, consequentemente, a economia nacional.
O sul do Brasil deve enfrentar chuvas mais intensas devido ao El Niño. Essas condições adversas prejudicam a qualidade e a colheita dos grãos de café e trigo. Além disso, a ausência de geadas e as floradas fora de época para o café podem comprometer ainda mais a produção.
No Centro-Oeste, a distribuição irregular das chuvas pode criar desafios adicionais para os produtores.
Desafios climáticos regionais
Os agricultores da região conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) também devem se preparar para condições climáticas difíceis. O calor excessivo e a falta de regularidade nas chuvas são preocupações para a fruticultura, que depende de condições específicas para garantir boa qualidade e rendimento.
Essas adversidades obrigam os produtores a buscarem inovações e adaptações, como o uso de novas tecnologias de irrigação e manejo.
Estratégias de adaptação
Apesar dos desafios, especialistas sugerem medidas de adaptação para mitigar os danos do El Niño. Recomenda-se que os produtores invistam em monitoramento climático e adotem práticas agrícolas resilientes.
Estratégias como a utilização de sementes mais resistentes e eficiência na gestão de recursos hídricos são fundamentais. Ajustar o calendário de plantio e colheita conforme as previsões climáticas também é crucial para reduzir perdas.
Com chance do desenvolvimento de um super El Niño, o primeiro prognóstico do IBGE para 2026 indica uma queda de 3,7% na safra, atingindo 332,7 milhões de toneladas.





