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Professora da UFRJ faz 6 pessoas tetraplégicas voltarem a andar com injeção milagrosa

Por Eduardo Sant’Anna
01/02/2026
Professora da UFRJ faz 6 pessoas tetraplégicas voltarem a andar com injeção milagrosa

Freepik/Reprodução

Lesões na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irreversíveis. Quando os neurônios são rompidos, o corpo tem pouca capacidade de regeneração, e a paralisia costuma se tornar permanente. Um avanço liderado por uma cientista brasileira, no entanto, vem mudando esse cenário e colocando o Brasil no centro das discussões globais sobre regeneração neural.

A bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenou o desenvolvimento da polilaminina, uma proteína experimental capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados. O composto já foi aplicado em pacientes com lesões graves na medula espinhal e apresentou resultados inéditos: seis pessoas tetraplégicas voltaram a andar, enquanto outros pacientes recuperaram movimentos e sensibilidade.

O trabalho, construído ao longo de quase três décadas de pesquisa, é considerado um dos avanços mais relevantes da medicina brasileira nos últimos anos e chegou a ser citado nas redes sociais e por especialistas como potencial candidato ao Prêmio Nobel de Medicina.

Como funciona a polilaminina

A polilaminina é uma molécula inspirada em proteínas presentes no desenvolvimento embrionário, responsáveis por auxiliar na conexão entre neurônios. Segundo a equipe da UFRJ, o composto pode ser obtido a partir de proteínas extraídas da placenta humana e aplicado diretamente no local da lesão medular.

Na prática, a substância atua como uma espécie de “cola biológica”, ajudando a reconstruir os circuitos nervosos danificados. A aplicação é feita por injeção na região afetada, com o objetivo de estimular o crescimento dos axônios, estruturas responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos.

Os primeiros testes em humanos surpreenderam a comunidade científica. Pacientes com quadros considerados irreversíveis apresentaram recuperação parcial ou total de movimentos e sensibilidade, algo raro em lesões medulares graves.

Apesar dos resultados promissores, o tratamento ainda está em fase experimental e depende de novas etapas regulatórias antes de ser disponibilizado em larga escala.

Pacientes que recuperaram movimentos

Entre os casos acompanhados pela equipe médica está o de Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que sofreu uma lesão medular durante uma apresentação de motocross no Espírito Santo. Menos de 48 horas após a aplicação da polilaminina, ele voltou a sentir os membros inferiores e conseguiu contrair músculos da coxa e da região anal.

Outro paciente, de 35 anos, tratado no Rio de Janeiro após uma queda de moto, apresentou movimentos no pé e recuperação parcial da sensibilidade nas pernas. Os procedimentos foram realizados pelo neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar.

Também se destaca o caso de Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, que conseguiu voltar a andar após o tratamento. Outros pacientes, como Diogo Barros Brollo, de 35 anos, e um jovem de 24 anos vítima de um acidente em uma cachoeira no Espírito Santo, também apresentaram respostas positivas, com retomada de movimentos.

Ao todo, ao menos 16 brasileiros já obtiveram na Justiça autorização para receber a aplicação experimental, e parte deles apresentou melhora funcional significativa.

Pesquisa, rotina e próximos passos

Tatiana Sampaio integra o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e lidera uma equipe de cerca de 15 pesquisadores. Aos 59 anos, ela concilia a rotina intensa de laboratório com a vida pessoal. Mãe de dois filhos, também acolhe em casa uma jovem órfã do Maranhão. A cientista afirma que dorme cerca de seis horas por noite e não mantém redes sociais.

“Acho que redes sociais mobilizam muito a pessoa e criam expectativas irreais. Prefiro a vida real. Viver sempre será minha primeira opção”, declarou em entrevista.

A pesquisa já teve a fase 1 dos testes clínicos aprovada pela Anvisa, etapa voltada à avaliação da segurança do tratamento. Agora, o desafio é avançar para as próximas fases, que devem comprovar a eficácia em maior escala.Segundo a equipe, o investimento necessário para que o medicamento chegue ao mercado gira em torno de R$ 28 milhões. O desenvolvimento ocorre em parceria com o laboratório brasileiro Cristália.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Eduardo Sant’Anna

Eduardo Sant’Anna

Jornalista apaixonado por esportes. Experiência em redação, produção de textos e elaboração de pautas.

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