A Band decidiu encerrar, ao menos por enquanto, as conversas sobre o retorno do CQC (Custe o Que Custar), um dos programas mais emblemáticos da emissora nos anos 2000 e 2010. A ideia era recolocar a atração no ar ainda neste ano, aproveitando o calendário de grandes eventos, como as eleições presidenciais e a Copa do Mundo, períodos tradicionalmente favoráveis para formatos com viés de humor e cobertura política.
A emissora consultou agências e anunciantes para medir o interesse do mercado publicitário. O resultado, porém, não foi o esperado. A maioria das respostas indicou resistência ao projeto, com a avaliação de que o formato original do programa não se encaixaria facilmente no atual cenário televisivo e digital.
Um marco da TV aberta
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Durante sua primeira passagem pela TV aberta, o CQC foi um dos principais sucessos comerciais da Band. O programa se destacava pela integração criativa entre conteúdo e publicidade, com ações de merchandising e vinhetas protagonizadas pelos próprios apresentadores e repórteres, o que agradava ao mercado e garantia bom faturamento.
A proposta de resgatar a atração partiu do atual diretor artístico da Band, Guillermo Pendino, que assumiu recentemente o comando do entretenimento da emissora, substituindo Rodolfo Schneider. Pendino já teve passagem anterior pelo canal e via no CQC uma oportunidade de recuperar um produto de forte apelo popular.
Exibido originalmente entre 2008 e 2015, o CQC ocupava as noites de segunda-feira e acumulou oito temporadas, totalizando 339 episódios. A versão brasileira foi inspirada no formato argentino Caiga Quien Caiga, vencedor do Emmy Internacional em 2010, e rapidamente conquistou o público ao misturar humor, crítica política e reportagens irreverentes.
O programa também foi responsável por projetar diversos nomes do humor nacional, como Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marco Luque, Rafael Cortez, Monica Iozzi e Oscar Filho. Marcelo Tas e Dan Stulbach estiveram à frente da apresentação em diferentes fases do projeto.
Apesar do sucesso inicial, o CQCacabou deixando a grade da Band após um período de desgaste do formato, saída de integrantes históricos e mudanças no cenário político do país. A intensificação da polarização e a queda gradual de audiência e faturamento contribuíram para a decisão de encerrar a atração.





