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Quantas horas é preciso dormir exatamente para prevenir o Alzheimer, segundo a ciência

Por Eduardo Sant’Anna
11/01/2026
Quantas horas é preciso dormir exatamente para prevenir o Alzheimer, segundo a ciência

Pixabay/Reprodução

Dormir bem vai muito além de acordar disposto no dia seguinte. Para a ciência, o sono é um dos pilares da saúde cerebral e um fator decisivo na prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Não à toa, o tema ganhou um campo próprio de investigação, a chamada medicina do sono, e passou a ocupar espaço central em hospitais, universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo.

Segundo especialistas, o sono é um processo ativo, essencial para o equilíbrio do organismo. “Esta é uma etapa fundamental para a manutenção do equilíbrio, não apenas do cérebro, mas de todo o corpo. A homeostase, a capacidade do organismo de manter a estabilidade interna e responder a estímulos externos, depende inteiramente da qualidade do sono”, afirma Daniel Cardinali, médico, pesquisador emérito do CONICET e professor emérito da Universidade de Buenos Aires (UBA).

O cérebro se “limpa” enquanto dormimos

Um estudo conduzido por pesquisadores canadenses e publicado na revista Science Advances reforça essa importância. Os cientistas observaram que, durante o sono, o cérebro realiza um processo semelhante à reciclagem de resíduos, eliminando substâncias que não são mais necessárias ao seu funcionamento.

O problema surge quando o descanso é insuficiente ou fragmentado. Nesse cenário, resíduos passam a se acumular no tecido cerebral, prejudicando funções cognitivas e aumentando o risco de demência ao longo da vida. O estudo indica ainda que a privação crônica de sono envelhece precocemente as células imunológicas do cérebro, deixando-o mais vulnerável a doenças neurodegenerativas.

“No campo profissional, já se sabe que a falta de sono reparador está ligada à manutenção de processos inflamatórios crônicos, considerados a base de todas as doenças crônicas e não transmissíveis”, ressalta Cardinali.

O impacto direto na cognição

Em entrevista à CTVNews, Andrew Lim, professor associado de neurologia da Universidade de Toronto e principal autor do estudo, destacou que participantes que acordavam diversas vezes durante a noite ou apresentavam sono fragmentado tiveram desempenho inferior em testes cognitivos.

De acordo com os pesquisadores, a falta de descanso não apenas acelera o envelhecimento celular, como também ativa de forma anormal as células imunológicas do cérebro, que normalmente só entram em ação para combater patógenos ou eliminar detritos celulares.

“Tomamos banho em horários diferentes do dia, mas o cérebro o faz durante a fase de sono de ondas lentas. Durante esse período da noite, ocorre um processo de fluxo glinfático, no qual uma corrente flui através do tecido cerebral da porção arterial para a venosa para eliminar resíduos”, explica Cardinali.

Esse fluxo tem despertado grande interesse científico porque, quando comprometido, favorece o acúmulo de proteínas anormais, como Tau e beta-amiloide, diretamente associadas ao desenvolvimento do Alzheimer e de outras demências.

Dormir pouco dobra o risco

As evidências se repetem em diferentes pesquisas ao redor do mundo. Um estudo da Escola de Medicina de Harvard analisou mais de 2.800 pessoas com 65 anos ou mais e constatou que indivíduos que dormiam menos de cinco horas por noite tinham o dobro de risco de desenvolver Alzheimer e de morrer, em comparação com aqueles que dormiam entre seis e oito horas.

Resultados semelhantes apareceram em uma pesquisa europeia que acompanhou quase 8 mil pessoas. Os dados mostraram que dormir seis horas ou menos, de forma consistente, aos 50, 60 e 70 anos, esteve associado a um aumento de 30% no risco de demência em relação a quem mantinha cerca de sete horas de sono por noite.

Ainda dá tempo de reduzir o risco?

Apesar dos alertas, especialistas apontam que mudanças nos hábitos podem fazer diferença. Em um artigo de opinião, Andrew E. Budson, chefe de neurologia cognitiva e comportamental do Boston VA Healthcare System, afirma que “nem tudo são más notícias”. Segundo ele, dormir melhor pode reduzir o risco de desenvolver demência, mesmo em pessoas geneticamente predispostas.

Budson cita um estudo conduzido pela Universidade de Toronto em parceria com a Universidade de Chicago. Nele, indivíduos com maior risco genético para Alzheimer seguiram rigorosamente um plano de higiene do sono. O resultado foi a redução da probabilidade de desenvolver a doença e da formação de emaranhados cerebrais, estruturas associadas à degeneração dos neurônios.

Quantas horas, afinal?

Embora muitas diretrizes indiquem um intervalo ideal de seis a oito horas por noite, Cardinali faz uma ressalva importante: a quantidade de sono não deve ser analisada isoladamente.

“Após a pandemia, ficou claro que não é tão claro que uma pessoa precise dormir um certo número de horas dependendo da sua idade. Portanto, o único elemento que precisa ser avaliado é a qualidade da vigília, se for adequada, a qualidade do sono também será adequada”, afirma.

Na prática, isso significa observar se a pessoa mantém boa atenção, desempenho cognitivo satisfatório e não sente sonolência excessiva ao longo do dia. Esses sinais indicam que o cérebro está, de fato, descansando, e se protegendo.

Mais do que contar horas, a ciência aponta que dormir bem é uma das estratégias mais acessíveis e eficazes para preservar a saúde do cérebro e reduzir o risco de Alzheimer ao longo da vida.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Eduardo Sant’Anna

Eduardo Sant’Anna

Jornalista apaixonado por esportes. Experiência em redação, produção de textos e elaboração de pautas.

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