O estudo realizado pela Universidade de Helsinque e pelo Instituto de Pesquisa Médica da Fundação Minerva trouxe à tona novas informações sobre como a maternidade pode influenciar a longevidade. Divulgada em 2026, a pesquisa analisou dados de 14 mil mulheres finlandesas para entender a relação entre o número de filhos e o envelhecimento biológico.
Os resultados revelaram uma associação entre ter dois a três filhos e um envelhecimento mais lento, enquanto a ausência de filhos ou mais de seis mostraram um envelhecimento biológico acelerado.
A “curva em U” identificada pela pesquisa evidencia que, nos extremos do número de filhos, há um impacto na longevidade das mulheres. As mulheres sem filhos ou com muitas crianças enfrentam um ritmo de desgaste celular mais rápido.
Esse fenômeno pode estar relacionado ao custo energético da reprodução em grandes famílias e à eventual falta de suporte social na velhice para aquelas sem filhos.
Fatores associados
O estudo destaca ainda que a faixa etária de 24 a 38 anos para a maternidade está associada a melhores indicadores de saúde no envelhecimento. Embora os indicadores precisos não sejam especificados, esta fase reprodutiva coincide com condições socioeconômicas mais favoráveis, que por sua vez podem influenciar a saúde materna de forma positiva.
Os pesquisadores também ressaltam que a longevidade não é determinada apenas pela maternidade. Fatores como condições socioeconômicas e acesso adequado aos serviços de saúde são fundamentais.
O estudo demonstra que desigualdades econômicas impactam diretamente a expectativa de vida.





