Um queijo artesanal produzido no interior de Santa Catarina acaba de colocar o Brasil no mapa da excelência queijeira mundial. Feito em Pomerode, no Vale do Itajaí, o queijo Morro Azul foi incluído na lista dos melhores do mundo em 2026 pela Culture Magazine, uma das publicações mais respeitadas dos Estados Unidos quando o assunto é queijo.
O reconhecimento chama atenção não apenas pela premiação, mas pela história por trás do produto. Elaborado com leite de vaca e apenas ingredientes essenciais — leite, cálcio e fermentos lácteos —, o Morro Azul passa por um cuidadoso processo artesanal e por um período mínimo de 20 dias de maturação.
É nesse tempo que o queijo desenvolve identidade própria, elimina naturalmente a lactose e ganha textura extremamente cremosa.
Da produção artesanal ao destaque internacional
Nos primeiros dias, o sabor é delicado e suave. Com o avanço da maturação, surgem notas aromáticas mais complexas, que lembram manteiga, cogumelos e até cebola e alho, características naturais da fermentação. Nada é artificial: são reações típicas do trabalho de enzimas e microrganismos que transformam a massa ao longo do tempo.
Após a salga, o queijo recebe um anel de carvalho, responsável por dar sustentação à peça e contribuir para o desenvolvimento de aromas e sabores durante a maturação. O controle rigoroso de temperatura, umidade e tempo é o que define o resultado final que conquistou os jurados internacionais.
O nome Morro Azul é uma homenagem a um dos pontos turísticos mais conhecidos de Pomerode, famoso pelas paisagens que ganham tons azulados durante a floração das hortênsias. O produto catarinense foi o único brasileiro a aparecer na seleção da Culture Magazine entre os queijos feitos com leite de vaca.
Na mesa, o Morro Azul é versátil. Vai bem com pães, geleias, mel e pode ser levemente aquecido para intensificar a cremosidade.





