Tema da nova produção da Prime Video, o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, ganhou fama nacional como o “presídio dos famosos”, atraindo a atenção da mídia e do público por abrigar detentos envolvidos em crimes de grande repercussão.
A escolha do complexo, localizado no Vale do Paraíba, não é aleatória: a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) busca proteger a integridade de presos de alto perfil, que correm risco em unidades convencionais.
Quem passou pelo “presídio dos famosos”?
Tremembé é composto por cinco unidades, sendo três masculinas e duas femininas, e sua Penitenciária 2, conhecida como P2, concentra a maioria das figuras notórias. Entre os homens, estão Robinho, ex-jogador condenado por estupro, e Fernando Sastre, acusado de homicídio no trânsito. A P1 de segurança máxima já recebeu Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.
O histórico de Tremembé inclui alguns dos casos criminais mais emblemáticos do país: Cristian Cravinhos, envolvido na morte do casal Richthofen; Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pelo assassinato da filha Isabella Nardoni; e Suzane von Richthofen, que deixou a P1 feminina em regime aberto em 2023.
Também passaram pelo complexo Elize Matsunaga, condenada pelo assassinato do marido; Lindemberg Alves, pelo caso Eloá Pimentel; Gil Rugai, por homicídios familiares; Mizael Bispo, Roger Abdelmassih e Edinho, ex-goleiro e filho de Pelé.
Apesar da notoriedade de seus detentos, Tremembé segue regras semelhantes às demais penitenciárias estaduais. Os presos têm acesso a atividades educativas, culturais e de trabalho, como aulas de inglês, teatro, oficinas de móveis e montagem de peças industriais, sob supervisão da Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap).
Curiosamente, a fama do complexo quase se ampliou em 2019, quando a transferência do ex-presidente Lula poderia incluí-lo em Tremembé, mas foi barrada pelo STF, mantendo-o na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.





