A venda de churrasco nas praias brasileiras, prática comum em diversos pontos turísticos, pode esconder riscos tanto para consumidores quanto para quem comercializa de forma irregular. Um caso recente no Rio de Janeiro acendeu o alerta das autoridades e terminou em prisão.
Na última segunda-feira (13), um homem foi preso na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, suspeito de aplicar o chamado “golpe da maquininha”. Segundo a Polícia Civil, ele teria cobrado R$ 10 mil de uma turista britânica por um simples espeto de churrasco.
Golpe da maquininha coloca ambulantes na mira
De acordo com as investigações, o vendedor abordou a vítima oferecendo o alimento por R$ 100. No momento do pagamento, porém, utilizou uma máquina de cartão adulterada, que registrou um valor muito superior ao informado. A turista só percebeu o prejuízo horas depois.
A polícia aponta que o suspeito não agia sozinho. Ele faria parte de um grupo que atua em áreas movimentadas da orla carioca, como Copacabana, Ipanema e Arpoador, tendo como principal alvo turistas estrangeiros. Há registros de vítimas de diferentes nacionalidades, incluindo europeus e sul-americanos.
O esquema envolve falsos ambulantes que oferecem produtos a preços aparentemente acessíveis, mas manipulam os equipamentos de pagamento. Em alguns casos, as máquinas já estariam programadas para cobrar valores elevados, dificultando a conferência no momento da compra.
O homem foi autuado por estelionato qualificado, crime agravado pelo uso de dispositivo eletrônico. As autoridades seguem investigando para identificar outros envolvidos.
Apesar de ter atingido uma turista estrangeira, o caso serve de alerta para todos os tipos de turistas. A venda de alimentos nas praias é comum, mas práticas ilegais e golpes podem levar à prisão. Para consumidores, a recomendação é sempre conferir o valor na maquininha antes de digitar a senha.





