A banda Red Hot Chili Peppers “se vendeu” para a Warner Music Group. Isso não quer dizer que o grupo vai deixar de existir ou ter músicos trocados, mas sim que os direitos sobre as gravações originais de suas músicas foram vendidos para a gravadora. No total, a venda ultrapassou os US$ 300 milhões, valor que ultrapassa R$ 1,4 bilhão na cotação atual.
A negociação envolve os chamados direitos “master”, ligados diretamente às gravações oficiais das canções. Na prática, a Warner passa a receber os lucros provenientes de streaming, reproduções em rádio, vendas físicas e digitais, além de contratos de licenciamento para filmes, séries, comerciais e campanhas publicitárias.
Acordo reforça corrida bilionária por catálogos musicais
A compra do catálogo do Red Hot Chili Peppers acontece em meio ao crescimento do interesse de grandes empresas por repertórios de artistas consolidados. Segundo o The Hollywood Reporter, a aquisição faz parte de uma estratégia financeira criada pela Warner em parceria com a Bain Capital, fundo voltado exclusivamente para negociações de direitos musicais.
O catálogo da banda estava disponível no mercado desde o ano passado e era avaliado em aproximadamente US$ 350 milhões. O repertório reúne 13 álbuns de estúdio e movimenta cerca de US$ 26 milhões anuais, impulsionado pela força comercial da banda nas plataformas digitais e pelo sucesso contínuo de clássicos do grupo.
A ligação entre o Red Hot Chili Peppers e a Warner não é recente. A parceria começou oficialmente em 1991, com o lançamento de Blood Sugar Sex Magik, trabalho que consolidou a projeção internacional da banda. Mais recentemente, os discos Unlimited Love e Return of the Dream Canteen, lançados em 2022, também ampliaram o valor do catálogo.
Em 2021, o grupo já havia negociado seus direitos de publicação musical com o Hipgnosis Songs Fund, em outro acordo milionário envolvendo os ativos da banda.





