A ideia de trabalhar até tarde todos os dias ainda faz parte a rotina de milhões de pessoas. Mas, em alguns países, esse modelo já ficou para trás. A regra que limita a jornada de trabalho a 40 horas semanais já está em vigor em todo o território da Noruega — e, na prática, muitos trabalhadores cumprem ainda menos horas do que isso.
Por lá, sair do trabalho às 15h ou 16h faz parte do cotidiano. A legislação acerca desse modelo de trabalho no país é levada tão a sério que as empresas que não cumprirem tais requisitos são multadas.
Como funciona a jornada de trabalho na Noruega
No país, a jornada máxima diária é de nove horas, enquanto o limite semanal não pode ultrapassar 40 horas. Qualquer tempo além disso é considerado hora extra e deve ser rigidamente controlado.
Na prática, a maioria dos contratos prevê jornadas de 37,5 horas semanais, geralmente entre 8h ou 9h e 16h ou 17h, com intervalo de almoço não remunerado. A lei também garante pelo menos 11 horas consecutivas de descanso diário e um repouso semanal mínimo de 35 horas.
Outro ponto central é o controle do excesso de trabalho. Um funcionário não pode fazer mais de 200 horas extras por ano, e essas horas devem ser pagas com adicional mínimo de 40% sobre o valor normal. Trabalhar aos domingos ou à noite — entre 21h e 6h — só é permitido em casos específicos, quando a atividade realmente exige.
Mesmo com uma das jornadas mais curtas do mundo, o país enfrenta desafios. Dados da OCDE mostram que a média semanal é de 33,6 horas, mas as licenças por estresse seguem em alta. Isso levou empresas a testarem, por iniciativa própria, a semana de quatro dias, embora o modelo ainda não seja oficial.





