Pacientes diagnosticados nas fases iniciais do Alzheimer passaram a contar com uma nova esperança de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Leqembi, que promete retardar o avanço da doença ao atuar diretamente em um dos seus principais mecanismos biológicos.
A liberação foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro de 2025, e agora o remédio depende apenas da estratégia comercial do laboratório responsável para chegar às farmácias e clínicas do país.
O que o novo tratamento muda na prática
Produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe, o Leqembi atua reduzindo o acúmulo das chamadas placas beta-amiloides no cérebro — estruturas associadas à progressão do Alzheimer.
Diferentemente de terapias tradicionais, que apenas aliviam sintomas como perda de memória e confusão mental, o novo medicamento age sobre uma das causas da doença, o que representa um avanço significativo na área.
A eficácia do Leqembi foi avaliada em um estudo clínico com cerca de 1.800 pacientes em estágio inicial da doença. Durante 18 meses, os voluntários foram acompanhados por meio de uma escala que mede o impacto do Alzheimer nas atividades do dia a dia.
Os resultados mostraram que aqueles que receberam o medicamento apresentaram um declínio cognitivo mais lento em comparação com os que usaram placebo.
O tratamento é feito por via intravenosa, com aplicações quinzenais que duram cerca de uma hora. Segundo a Anvisa, o principal benefício está no ganho de tempo com mais autonomia, lucidez e qualidade de vida.
Apesar do entusiasmo, especialistas reforçam que o Leqembi não representa uma cura definitiva para o Alzheimer. O remédio não interrompe completamente o avanço da doença, mas pode atrasar significativamente o surgimento de sintomas mais graves.





