O cantor porto-riquenho Bad Bunny recebeu apenas cerca de US$ 1.000 por sua apresentação no show do intervalo do Super Bowl 60, realizado no último domingo (8 de fevereiro de 2026). O valor corresponde ao chamado union scale, piso definido pelo sindicato norte-americano de artistas SAG-AFTRA, e segue a tradição da NFL de não pagar cachês elevados aos artistas que participam do espetáculo.
Por que tão baixo o valor?
Diferente de grandes festivais e turnês, o Super Bowl não remunera os artistas de acordo com o porte do evento. A liga cobre apenas os custos operacionais, como produção, estrutura técnica, viagens e logística, despesas que podem alcançar dezenas de milhões de dólares.
A principal compensação para os artistas é indireta: a exposição global. O Super Bowl reúne audiência superior a 100 milhões de espectadores em todo o mundo, o que costuma gerar aumento expressivo nas reproduções em plataformas de streaming e impulsionar vendas de ingressos e álbuns.
Recorde histórico de audiência
A apresentação de Bad Bunny não apenas chamou atenção pelo estilo e energia, mas também entrou para a história: o show bateu o recorde de visualização do intervalo do Super Bowl, alcançando cerca de 135 milhões de pessoas. O recorde anterior pertencia ao rapper Kendrick Lamar, que em 2025 registrou um pico de 133,5 milhões de espectadores.
Tradição mantida
O modelo já foi aplicado em edições anteriores a nomes como Beyoncé, Rihanna, Lady Gaga e Kendrick Lamar. Nenhum deles recebeu cachês milionários pelo show, mas todos tiveram ganhos posteriores com a visibilidade proporcionada pelo evento.





