O mercado brasileiro de medicamentos para diabetes acaba de ganhar um novo concorrente nacional. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu o preço máximo de comercialização do Ozivy, primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil após o fim da patente do Ozempic.
Fabricado pela EMS, o medicamento recebeu autorização para produção e venda no país e terá preço-teto de R$ 803,44 por embalagem com uma caneta aplicadora. Já as versões com duas unidades poderão ser comercializadas por até R$ 1.606,88. Os valores foram estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e não incluem a cobrança do ICMS, imposto que varia conforme o estado.
Medicamento nacional promete custar menos que os importados
O Ozivy utiliza a semaglutida como princípio ativo, a mesma substância presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy. A classe terapêutica é indicada para o controle do diabetes tipo 2 e ganhou popularidade nos últimos anos devido aos seus efeitos associados à perda de peso.
Apesar do teto definido pelo órgão regulador, o preço final ao consumidor ainda será determinado pela EMS. A expectativa é que o valor praticado nas farmácias fique abaixo dos concorrentes importados.
Segundo representantes da farmacêutica, a estratégia da empresa é comercializar o produto com preços até 30% menores do que os das principais marcas atualmente disponíveis no mercado brasileiro.
A Anvisa utilizou como referência os medicamentos Ozempic e Wegovy para definir a faixa de preços, já que todos compartilham a mesma indicação terapêutica e posologia aprovada. O limite estabelecido para o Ozivy é equivalente ao dos produtos da fabricante dinamarquesa Novo Nordisk.
Embora a semaglutida seja amplamente associada ao tratamento da obesidade, o Ozivy foi aprovado apenas para o controle do diabetes tipo 2. Isso significa que, neste momento, o medicamento não possui autorização específica para indicação voltada ao emagrecimento.





