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Robô com aparência humana começa a “trabalhar” em hospital e já muda rotina de pacientes

Por Clyverton da Silva
23/06/2026
Homem foi operado no cérebro enquanto estava acordado em um hospital público

Imagem ilustrativa: peoplecreations/Freepik

Robôs humanoides estão transformando o cenário dos cuidados médicos. Um exemplo é o Alter-Ego, atualmente testado no Hospital Maugeri, em Milão, Itália. Desenvolvido pelo Instituto Italiano de Tecnologia em parceria com a Universidade de Pisa, o robô está em operação desde abril de 2026. 

Com 1,2 metro de altura, ele possui características que permitem interação direta com pacientes, aliviando a carga dos profissionais de saúde ao realizar tarefas básicas e repetitivas.

Alter-Ego (Imagem: Universidade de Pisa)

No Hospital Maugeri, o Alter-Ego auxilia pacientes com doenças neurodegenerativas, como esclerose lateral amiotrófica. Capaz de operar de forma autônoma ou remota, utiliza braços com módulos flexíveis para realizar tarefas delicadas com segurança. Suas mãos multiarticuladas, chamadas SoftHand, permitem que ele colete dados vitais, como níveis de dor, o que apoia o corpo clínico no desenvolvimento de tratamentos eficientes.

Funcionalidades do Alter-Ego

O robô monitora sintomas ao interagir com pacientes, registrando suas condições em tempo real. Esta função possibilita que a equipe médica se concentre em atividades mais complexas e críticas.

Além disso, ele participa de consultas remotas, entrega objetos e acompanha pacientes dentro do hospital, fortalecendo a integração entre humanos e tecnologia.

Impacto na assistência médica

Com a introdução do Alter-Ego, o objetivo é aliviar o trabalho dos profissionais de saúde, permitindo que eles se concentrem em procedimentos mais especializados. Essa sinergia deve aumentar a eficiência operacional e expandir a capacidade de atendimento do hospital.

As expectativas são de que essa tecnologia, se for adaptada adequadamente, melhore significativamente a prática médica diária. O Alter-Ego continua a ser testado em diversas situações no Hospital Maugeri, para avaliar seu impacto na assistência a pacientes com doenças neurodegenerativas. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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