Um coral gigante, com mais de 30 metros de comprimento e cerca de 300 anos, acaba de ser identificado no sudoeste do Oceano Pacífico. A estrutura é tão colossal que pôde ser vista até do espaço, segundo informações divulgadas pela CNN.
A descoberta representa um marco para a ciência marinha: o coral é três vezes maior que o antigo recordista, em Samoa Americana, e supera até o tamanho de uma baleia-azul.
Uma descoberta “do tamanho de uma catedral” no Oceano Pacífico
Diferente dos recifes formados por várias colônias, o mega coral é um único organismo que cresceu de forma contínua ao longo dos séculos. A estrutura impressiona não só pelo tamanho, mas pela sua vitalidade secular.
Segundo eles, o organismo é formado por quase 1 bilhão de pólipos — pequenas criaturas que compõem os corais — e exibe uma mistura de cores que vão do marrom a brilhos em roxo, amarelo, azul e vermelho.
Pesquisadores relataram dificuldade até para medir o gigante. As fitas métricas eram curtas demais, obrigando as equipes a trabalharem em duplas para cobrir toda a extensão. O coral também abriga diversos tipos de vida marinha, funcionando como um grande abrigo natural no fundo do mar.
A descoberta traz alívio e alerta. De acordo com especialistas citados pela CNN, apesar de sua longevidade impressionante, não está livre das ameaças que afetam ecossistemas marinhos em todo o mundo. Mudanças climáticas, pesca predatória e poluição seguem pressionando esses organismos — e mais de 40% das espécies de corais construtores de recifes já enfrentam risco de extinção.
Ainda assim, cientistas enxergam esperança. À CNN, pesquisadores afirmaram que a existência desse coral centenário mostra que ainda existem áreas do planeta onde esses organismos conseguem resistir, mesmo diante do aquecimento global.
A descoberta reforça a importância de ampliar investimentos em conservação, especialmente enquanto líderes mundiais discutem medidas climáticas na COP29.





