A Operação Carbono Oculto, realizada em 28 de agosto, pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e outros órgãos, expôs um extenso esquema de adulteração de combustíveis. A operação visava desmantelar a adição indevida de metanol à gasolina, comprometendo a qualidade do combustível ofertado em São Paulo.
Motoristas podem enfrentar sérios problemas devido ao abastecimento com combustíveis adulterados. As consequências incluem dificuldades em ligar o carro, perda de potência do motor e aumento do consumo de combustível. Reconhecer esses sinais é crucial para evitar ainda mais danos mecânicos e financeiros.
Como identificar combustível de qualidade
Para evitar problemas, é essencial abastecer em postos de confiança com bandeira reconhecida. Estes postos são regulados de forma mais rígida e oferecem combustíveis dentro dos padrões estabelecidos.
Desconfiança também deve ser exercida em face de preços demasiadamente baixos, pois podem indicar adulterações. Além disso, exigir a nota fiscal garante o direito de reclamação caso algo esteja errado.
Uma plataforma desenvolvida pelo Ipem-SP fornece um mapa digital que identifica postos que utilizam tecnologia antifraude. Este sistema assegura que o volume de combustível entregue ao consumidor é o mesmo pelo qual se pagou, reduzindo as possibilidades de fraudes.
Como reconhecer problemas nos veículos
Sinais de combustível adulterado podem ser sutis, mas devem ser observados atentamente. Problemas como falhas contínuas no motor, barulhos anormais e odores estranhos após o abastecimento indicam possível adulteração.
Caso a luz de injeção ascenda após reabastecer, é um forte indício de problemas mecânicos decorrentes do uso de combustível inadequado.
Em operações recentes, o Ipem-SP revelou que fraudes em bombas de combustíveis resultaram em perda de até 1,7 litros por 20 litros pagos.
A Operação Carbono Oculto continua, prometendo novas fases de investigações.





