Ao longo de bilhões de anos, a vida já foi quase completamente apagada várias vezes. Agora, cientistas alertam: uma nova extinção em massa não é mais apenas uma hipótese distante — ela já tem sinais claros de início e pode se intensificar nas próximas décadas.
Estudos indicam que a chamada sexta extinção em massa está em curso e, pela primeira vez, não foi causada por asteroides, vulcões gigantes ou mudanças naturais extremas. O principal agente dessa vez é o próprio ser humano.
Entenda o que é a sexta extinção e por que ela preocupa cientistas
Para se ter uma ideia da gravidade, a Terra já passou por cinco grandes extinções, eventos em que mais de 75% das espécies desapareceram em um intervalo relativamente curto. A mais conhecida foi a que eliminou os dinossauros, há 66 milhões de anos, após a queda de um asteroide.
Antes dela, houve a “Grande Morte”, há cerca de 252 milhões de anos, quando quase toda a vida do planeta foi dizimada por mudanças climáticas extremas causadas por intensa atividade vulcânica. Em todos esses episódios, a natureza levou milhões de anos para se recuperar.
O problema agora é a velocidade. Segundo pesquisadores, espécies estão desaparecendo em um ritmo até mil vezes maior que o natural. Desmatamento, poluição, queimadas, aquecimento global, uso excessivo de recursos naturais e expansão urbana estão destruindo habitats inteiros em poucas décadas.
Estimativas apontam que até dois milhões de espécies podem já ter sido perdidas no último século. Animais, plantas e insetos fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas estão sumindo antes mesmo de serem estudados.
Se a temperatura média do planeta subir mais de 3 °C, cenários considerados críticos podem se tornar realidade: colapso dos recifes de corais, avanço da desertificação, danos severos à Floresta Amazônica e perda acelerada da biodiversidade marinha e terrestre.





