O renomado físico britânico Stephen Hawking alertou diversas vezes sobre os perigos que a própria humanidade poderia criar, e, segundo ele, esses riscos poderiam levar à extinção da nossa espécie.
Em uma de suas palestras para as Reith Lectures, transmitidas pela BBC Radio 4, o cientista apresentou quatro possíveis cenários para o fim do mundo, todos resultantes do avanço descontrolado da ciência e da tecnologia.
Stephen Hawking apontou possível catástrofe
Stephen Hawking destacou que, embora a chance de um desastre global em um único ano seja pequena, o acúmulo desses riscos ao longo do tempo torna uma catástrofe praticamente inevitável nos próximos mil a dez mil anos. “O progresso na ciência e na tecnologia criará novas formas de as coisas darem errado”, afirmou o físico.
Inteligência artificial fora de controle
Entre os principais perigos citados por Hawking está a inteligência artificial (IA). O cientista acreditava que, se as máquinas alcançassem um nível de consciência e aprendizado superior ao humano, poderiam se tornar incontroláveis e hostis.
Ele chegou a comparar o risco com o que é mostrado no clássico do cinema “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, em que um computador inteligente se volta contra os humanos.
Nos últimos anos, o crescimento acelerado das tecnologias de IA generativa reacendeu o debate sobre esse alerta. Especialistas já discutem limites éticos e mecanismos de segurança, temendo que o cenário previsto por Hawking possa estar começando a se concretizar.
Outros riscos criados pela humanidade
Além da IA, Hawking também mencionou outros três grandes perigos:
- Guerra nuclear, que poderia destruir o planeta e causar um colapso global;
- Vírus criados em laboratório, com potencial para provocar pandemias de alcance mundial;
- Mudanças climáticas descontroladas, impulsionadas pela ação humana e que poderiam tornar a Terra inabitável.
Apesar do tom alarmante, Hawking também defendia que o ser humano tem a capacidade de evitar esses cenários, desde que aprenda a usar a tecnologia com responsabilidade e invista em medidas que garantam a sobrevivência fora do planeta, como a exploração espacial.
“A humanidade deve continuar olhando para as estrelas, mas com os pés firmes no chão”, disse o físico em uma de suas últimas entrevistas.





