Nos últimos anos, os índices de dióxido de carbono (de CO₂) no ar chegaram a recordes históricos, ultrapassando de forma massiva os níveis pré-industriais. E de acordo com especialistas, esses números continuam a aumentar.
Como consequência, os riscos que a substância pode causar à humanidade também têm se intensificado, conforme reforçado por uma pesquisa conduzida por feita por especialistas australiados em parceria com três instituições científicas renomadas.
De acordo com o que foi observado, a alta concentração de CO₂ pode estar alterando a química do sangue humano ao elevar os níveis de bicarbonato no organismo para além de limites considerados toleráveis, o que pode tornar o líquido mais ácido.
Em casos críticos, o sangue pode se tornar alcalino, o que pode resultar em problemas eletrolíticos, neurológicos, musculares e até cardíacos, além de elevar significativamente o risco de coma.
Os cientistas deixaram claro que, até o momento, os valores de CO₂, e consequentemente de bicarbonato no corpo, ainda não chegaram a níveis prejudiciais. Todavia, a tendência é de que os números subam ainda mais nas próximas décadas caso soluções não sejam adotadas.
Reduzindo os níveis de CO₂: como conter os avanços da substância na atmosfera
Embora problemas como a queima de combustíveis fósseis para energia e transporte, o desmatamento e queimadas figurem entre as principais causas da elevação dos índices de CO₂ na atmosfera, os números podem ser contidos tanto por ações individuais quanto estratégias de grande escala, como:
Soluções naturais: reflorestamento e preservação, restauração de ecossistemas e investimento em agricultura de baixa emissão;
Soluções tecnológicas: uso de artifícios como a mineralização, captura direta de ar (DAC) e armazenamento geológico em fábricas ou no ambiente em geral;
Cortes nas fontes: otimizar processos industriais e substituir combustíveis fósseis;
Mudanças no estilo de vida: priorizar o transporte sustentável, reduzir o desperdício de alimentos e estender o tempo de vida de produtos.





